Primeiro Post: Prevendo o futuro analizando redes sociais

Ontem tive o prazer de assistir a uma apresentação sobre Inteligência Coletiva do Prof. Peter Gloor, Suíço, atualmente na Sloan Management School no MIT.  Sua tese (suportada pela aplicação da respectiva ferramenta) é que o comportamento futuro de uma determinada rede social pode ser previsto através da análise das informações discutidas pela mesma. Isso significa que se pode prever o comportamento de um grupo de pessoas com base na freqüência e nos participantes da discussão sobre um determinado assunto. Sua página http://cci.mit.edu/pgloor/ traz um conjunto de trabalhos nos quais ele explica um pouco da sua abordagem. Um exemplo considerável, citado por ele, foi a correta previsão ainda em dezembro (ou seja, antes da nomeação) de 5 filmes ganhadores do Oscar. Das outras três previsões, dois filmes foram nomeados, sendo que apenas um erro foi cometido. Tudo isso somente com base na análise semi-automática do conteúdo, freqüência e participantes de blogs e fóruns virtuais disponíveis ao público. O que isso significa? Imagine que uma ferramenta dessas pode ajudá-lo a identificar suficientemente cedo tendências que estão surgindo, permitindo-lhe criar novos produtos para sua empresa.  Tudo isso apenas com a análise do conteúdo disponibilizado gratuitamente na internet. Se a taxa de inovações de sucesso se aproximar da taxa de sucesso na previsão do Oscar, provavelmente seu chefe (ou seus acionistas) iriam concedê-lo um gordo bônus, mesmo em tempos de crise, não?

E a sua empresa? Acredita no uso de ferramentas automáticas de previsão? Dá o devido valor ao conteúdo disponibilizado na internet? Será essa ferramenta apenas mais um bordão para as empresas de consultoria? Ou uma nova (e provavelmente revolucionária) ferramenta? E qual é o papel do gestor neste meio?

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